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Rodovida: cai número de mortes e de acidentes em rodovias federais

As rodovias federais tiveram 29% menos acidentes e 16% menos mortes durante a Operação Integrada Rodovida 2016/2017. A ação é realizada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), em parceria com outros órgãos federais, estaduais e municipais, entre os meses de dezembro e março, devido às festas de fim de ano, ao período de férias escolares e ao Carnaval. O balanço foi divulgado na terça-feira (28).

Nesse período, foram registrados 2.663 acidentes, uma média de 43 por dia; eles deixaram 973 mortos, o equivalente a 19 óbitos diariamente, e 15.702 pessoas feridas, 253 por dia, em média. Em 2015/2016, foram 3.946 ocorrências (média de 61/dia), com 1.259 mortes (19/dia) e 17.977 feridos (277/dia).

Segundo a PRF, os órgãos priorizaram as ações em locais e pontos críticos, que são os que têm maior incidência de acidentes. Esses pontos foram selecionados com base em análise de dados estatísticos.

O coordenador da Operação Rodovida, Stênio Pires, diz que apesar da queda em relação ao ano anterior, ainda há desafios para reduzir a violência no trânsito. “Ainda é um número grande de acidentes e de óbitos. Já estamos com reduções há seis anos consecutivos, mas o nosso objetivo é alcançar as metas da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, da ONU [que prevê a queda de 50% nas mortes em acidentes entre 2010 e 2020]”, diz Stênio Pires.

Colisões frontais ainda são as principais causas de ocorrências com mortes nas BRs. Ele explica que elas ocorrem em “ultrapassagens indevidas, seja porque feitas em local proibido seja porque houve uma falha de avaliação do condutor”. Excesso de velocidade é outra preocupação da PRF. Essa infração foi a campeão durante o período da Operação Rodovida, com 521 mil flagrantes. Em um dos casos que chamou a atenção dos agentes, o condutor estava a mais de 200 km/h em uma via onde o limite era 100 km/h.

Além das condutas arriscadas dos passageiros, a infraestrutura rodoviária inadequada é outro fator que agrava o risco de que ocorram acidentes de trânsito. Conforme Stênio Pires, as concessões realizadas pelo governo federal, que resultam na realização de investimentos, contribuem para aumentar a segurança viária. Além disso, salienta a importância de se melhorar a sinalização e realizar obras para adequar as pistas às condições atuais de tráfego: “É um trabalho de médio e longo prazo. Boa parte das nossas rodovias são das décadas de 70 e 80, quando as condições das veiculares eram diferentes das de hoje”. (Para saber mais sobre as condições das rodovias, acesse a Pesquisa CNT de Rodovias 2016).

Ainda conforme o balanço, durante a Operação Rodovida foram mais de 1,5 milhão de abordagens mais de um milhão de multas aplicadas: quase 600 mil foram em abordagens dos policiais e 521 mil foram flagrantes de excesso de velocidade.

Fonte: SetCesp